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domingo, 25 de abril de 2010

As Dificuldades de Aprendizagem e o Processo Ensino Aprendizagem

Os caminhos da escola e da família no processo educacional do aluno.

A escola, como parte da sociedade, enfrenta significativos desafios e, para atingir os objetivos educacionais, necessita dar um suporte técnico e emocional ao docente, uma vez que se depara com situações que exigem dele, enquanto profissional, uma sólida formação acadêmica, tanto inicial quanto continuada.

A dinâmica escolar expõe uma rotina com um peso burocrático, que impõe ao professor um trabalho além do espaço escolar, bem como fatores que interferem na aprendizagem de inúmeros alunos. Questões estas, relacionadas a diversos distúrbios/dificuldades de aprendizagem.

As causas do não-aprender podem ser diversas. Em vista dessa complexidade, é necessário reconhecer que não é tarefa fácil para os educadores compreenderem essa pluralidade.
É importante ressaltar que, para enveredarmos sobre o problema de aprendizagem, necessitamos primeiramente compreender o que é aprendizagem e como ela se processa no olhar psicopedagógico: há, por exemplo, na literatura, vários modos de conceituar aprendizagem, na qual muitos autores se preocupam em definir o tema embasados na visão psicopedagógica.

Alicia Fernandez (2001) relata que todo sujeito tem sua modalidade de aprendizagem e os seus meios para construir o próprio conhecimento, e isso significa uma maneira muito pessoal para se dirigir e construir o saber.

Porém, quando falamos em aprendizagem, não podemos relacionar o problema simplesmente com o aluno, pois a aprendizagem não é um processo individual, ou seja, não depende só do esforço de quem aprende, mas sim de um processo coletivo.

É o que ainda nos mostra Fernandéz (2001) em relação à importância da família, que, por sua vez, também é responsável pela aprendizagem da criança, já que os pais são os primeiros ensinantes e os mesmos determinam algumas modalidades de aprendizagem dos filhos.

Esta consideração também nos remete a relação professor-aluno, para essa mesma autora, “quando aprendemos, aprendemos com alguém, aprendemos daquele a quem outorgamos confiança e direito de ensinar”.

Piaget (1976) busca subsídios na linha cognitivista para desenvolver uma caracterização do processo de aprendizagem. Ele afirma que a aprendizagem é um processo necessariamente equilibrante, pois faz com que o sistema cognitivo busque novas formas de interpretar e compreender a realidade, enquanto o aluno aprende.

O termo distúrbio(s) da aprendizagem tem sido usado para indicar uma perturbação na aquisição e utilização de informações, relacionado à habilidade para solução de problemas.
Quando existe uma falha no ato de aprender, esta exige uma modificação dos padrões de aquisição, assimilação e transformação, seja por vias internas ou externas ao indivíduo.

A tentativa de definir e esclarecer os termos relacionados a essa falha na aprendizagem tem sido uma tarefa bastante difícil. Por isso, o acompanhamento e a ação da equipe multidisciplinar são de grande valor, apoiando e direcionando o trabalho docente, desde o campo observação e coleta de dados, até a busca de estratégias de ação concreta, a fim de conduzir os alunos no processo de aprendizagem.

Diferente de estar com dificuldades, o aluno manifesta dificuldades, revelando uma situação mais ampla, na qual também se inscreve a escola, parceira no processo de aprendizagem. Desta forma, analisar a dificuldade de aprender inclui, necessariamente, o projeto pedagógico escolar e as propostas de ensino nele inseridas, valorizando-os como aprendizagem. A ampliação desta leitura, através do aluno, permite a equipe abrir espaços para que se disponibilizem recursos que façam parte frente aos desafios, isto é, na direção da efetivação da aprendizagem.

O professor deve ser orientado pela Coordenação Pedagógica e pelo Serviço de Orientação Educacional (SOE), em sua dinâmica de trabalho com o aluno, para que aquele possa estar atento no acompanhamento das tarefas, incentivar o aluno para dedicar-se a atividades cada vez mais longas de forma gradativa, tais como: jogos de memória, xadrez, ditados, e outros mais; estimular o aluno a participar de esportes ou artes, de acordo com a preferência, investindo em sua auto-estima, elogiando-o quando houver progresso, por mínimo que seja.

Outra situação desafiadora é quando a família, diante de distúrbios de aprendizagem, estes afetando aos filhos, às vezes cria resistência quanto a um acompanhamento especializado ou multidisciplinar, alegando que a escola e o professor têm a obrigação de fazer seus filhos superarem as dificuldades. Diante desta situação, família e escola precisam se unir para ajudar a criança neste processo tão maravilhoso que é o da aprendizagem.
Fonte - Luciana Leonardelli Teixeira Silva

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