“Quando leio, somente escuto o que estou lendo e sou incapaz de lembrar da imagem visual da palavra escrita” - Albert Einstein
A dislexia é um transtorno específico da leitura, caracterizado por dificuldades de reconhecimento de letras, decodificação e soletração de palavras. Tais alterações são decorrentes de um comprometimento no desenvolvimento de habilidades fonoaudiológicas. A dislexia causa grande dificuldade na leitura e problemas na escrita. Essas dificuldades provocarão prejuízos, desde a alfabetização infantil, até a idade adulta e, por isso, merecem atenção especial de educadores e pais.
O diagnóstico deve ser feito por uma equipe multidisciplinar (psicólogo, fonoaudiólogo, psicopedagogo e, se necessário, neurologista, oftalmologista, otorrinolaringologista, geneticista e pediatra). Juntos, esses profissionais determinarão o que está comprometendo o processo de aprendizagem e farão o encaminhamento adequado.
Fique alerta se a criança apresentar alguns desses sintomas:
» Atraso no desenvolvimento da fala e na linguagem;
» Fraco desenvolvimento na coordenação motora;
» Falta de interesse por livros impressos;
» Desatenção e dispersão;
» Dificuldades em copiar de livros e do quadro;
» Dificuldade na coordenação motora fina (desenhos, pinturas, etc.) e/ou grossa (ginástica, dança, etc.);
» Desorganização geral - exemplos: constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares e perda de matérias;
» Confusão entre direita e esquerda;
» Dificuldades em manusear mapas, dicionários, listas telefônicas, etc.;
» Vocabulário pobre, com sentenças curtas e imaturas ou sentenças longas e vagas;
» Dificuldade na memória de curto prazo, como instruções, recados, etc.;
» Dificuldade em decorar seqüências, como meses do ano, alfabeto, tabuada, etc.;
» Dificuldade na Matemática e no Desenho Geométrico;
» Dificuldade em nomear objetos e pessoas;
» Troca de letras na escrita;
» Depressão, timidez excessiva ou o “palhaço da turma”;
» Inventa, acrescenta ou omite palavras ao ler e ao escrever;
» Esquece aquilo que aprendeu em poucas horas, dias ou semanas;
» Tem mais facilidade ou só é capaz de transmitir o que sabe por meio de exames orais;
» Baixa auto-estima;
» Não gosta de ir para a escola;
É importante ressaltar que o fato de apresentar alguns desses sintomas não indica necessariamente que a criança seja disléxica. Há outros fatores a serem observados.
Porém, com certeza, é um quadro que pede maior atenção e/ou estimulação.
As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas. A dislexia é herdada e, portanto, uma criança disléxica tem algum pai, avô, tio ou primo também disléxico.
Quanto mais cedo identificados, menores serão os prejuízos acadêmicos e sociais aos quais a criança estará exposta.
O tratamento é baseado em programas fonoaudiológicos associados à psicoeducação e as aulas de reforço (caso haja prejuízos pedagógicos). O grau de melhora dependerá da gravidade dos sintomas e das condições de estimulação e do apoio oferecidos à criança ou ao adolescente com dislexia.
Fonte de Pesquisa e sugestão de livro: “Transtornos Comportamentais na Infância e Adolescência” - Dr. Gustavo Teixeira // www.dislexia.com.br.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
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