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domingo, 14 de março de 2010

Dislexia o que é?

Trocando as Letras


A dislexia, problema que atinge 10% a 15% da população,não impede o desenvolvimento intelectual
Desatento, um tanto disperso, não consegue concentrar-se no conteúdo escolar, e tem dificuldade em aprender a ler e escrever. Isso se encaixa em alguma criança que você conhece? Pode ser que seja um disléxico. Antes de mais nada, saiba que a dislexia não foi impedimento para pessoas como Tom Cruise, Agatha Christie, Mark Twain… Einstein.


O disléxico tem maior dificuldade que os outros para associar os símbolos da escrita com seus sons e significados. Por isso ele troca letras semelhantes como b e d, ou com sons semelhantes como v e f, e até espelha palavras parecidas como mas e som.


Não se trata de má vontade, preguiça, falta de inteligência, hiperatividade ou algum distúrbio de comportamento, mas uma condição hereditária. Como é um problema geralmente notado em sala de aula, isso traz alguns revezes para o disléxico, que acaba sendo taxado de burro, desorganizado, incapaz, o que prejudica sua auto-estima e pode provocar comportamentos que confundem a identificação do problema. Segundo Vânia Bueno de Souza, diretora do colégio Graphein, em São Paulo, trata-se de uma dificuldade específica de leitura e escrita, tanto que o disléxico pode ser bastante hábil na fala e entende perfeitamente quando algo é lido, mesmo que tenha problemas para ler aquele mesmo texto. O Graphein é especializado em alunos com dificuldades de escolarização.


Estima-se que 10% a 15% da população mundial é disléxica. Ou seja, em uma classe de 20 alunos, é provável que dois ou três sejam disléxicos. Segundo a Associação Brasileira de Dislexia, o problema deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar, que poderá identificar precisamente se trata-se realmente desse distúrbio ou não. Segue abaixo uma lista de sinais que podem indicar um disléxico, organizada por psicopedagogos do Colégio Graphein:


Sinais Indicativos de Dislexia


* Dificuldade na aquisição e automação da leitura e escrita;

* Desatenção e dispersão;

* Dificuldade em copiar de livros ou da lousa;

* Desorganização geral (constantes atrasos na entrega de trabalhos escolares ou a desordem com seu material escolar);

* Dificuldades em manusear mapas, dicionários, etc…

* Vocabulário pobre;

* Dificuldade na matemática;

* Problemas de conduta;

* Grande desempenho na oralidade;

* Escrita com muitos erros ortográficos;

* Qualidade da caligrafia bastante deficiente;

* A velocidade da leitura é inadequada para a idade;

* Utiliza estratégias e truques para não ler, parece que sonha acordado;

* É imaginativo e criativo.


O desenvolvimento das potencialidades do disléxico é possível graças a um acompanhamento atento e interessado, de professores preocupados com seu desenvolvimento. Os pais também devem participar do processo, estando informados e conscientes, para estimular o disléxico em sua condição particular de aprendizado, que privilegia as experiências concretas. Como diz Vânia, “a dislexia é uma dificuldade, não uma impossibilidade”.

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